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Um herói da Revolução

Morte de Mário Martins de Almeida abriu precedentes para a Revolução de 32

Mário nasceu em São Manuel, no dia 8 de fevereiro de 1907, era filho do Coronel Juliano Martins de Almeida e Francisca Alves de Almeida. Sua família era grande, tinha seis irmãos, João Batista, Juliano Filho, Galeano, Alice, Guiomar e Vera.

O jovem ficou conhecido pela sua participação durante a Revolução Constitucionalista de 1932. À época, o presidente do país era Getúlio Vargas, e a insatisfação por causa do prolongamento de um governo provisório gerou o movimento armado naquele ano. A “Contrarreforma”, como os varguistas chamam, foi derrotada.

Todavia, Vargas legitimou-se por meio da convocação da Constituinte, conseguindo fazer com que a Assembleia responsável pela elaboração da nova Constituição, assumindo a prerrogativa de se eleger por vias indiretas, como presidente da república, por mais quatro anos.

A revolução eclodiu. Fora liderada pelo general Isidoro Dias Lopes, contando com a participação de Bertoldo Klinger e Euclides Figueiredo. Naquela ocasião foi, junto com outros estudantes, alvejado a tiros pela fuzilaria dos soldados da organização que estavam posicionados nas janelas daquele prédio, vindo a óbito no mesmo local.

Martins, junto de Miragaia, Dráusio e Camargo, tornaram-se símbolo do movimento através da sigla MMDC. Depois, em 2004, foi acrescido um A ao acrônimo, em homenagem a Orlando de Oliveira Alvarenga.

Em 1955, os seus restos mortais foram trasladados para o Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932. Em 2011, o nome de Euclides Bueno Miragaia, de Dráusio Marcondes de Souza e de Antônio Américo Camargo de Andrade foram inscritos no Livro dos Heróis da Pátria, que está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília.

Em 2013, matéria exibida na TV Tem ganhou projeção estadual, sendo veiculada também no portal G1. A história do jovem são-manuelense pode ser recontada às novas gerações.