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Em um mundo pós-pandemia

Em um dos editoriais passados, trouxemos à tona o conceito nietzscheano do super-homem, e sua capacidade de se moldar às situações mais adversas possíveis. Hoje, podemos vivenciar tal pensamento. Há, pelo menos, dois meses, entramos em estado de quarentena por conta do novo coronavírus.

Nossas rotinas foram drasticamente alteradas, passamos a seguir novas regras sanitárias como usar máscaras, lavar as mãos de um jeito diferente do que estávamos acostumados, usar álcool gel, enfim, há diversas novas regras que precisamos seguir. Nossas realidades foram alteradas e nos adaptamos a estes momentos.

Pandemias sempre pararam o mundo. Varíola, peste bubônica, gripe espanhola, cólera, são exemplos de um tempo mais distante. Mais recente, a última pandemia pela qual passamos foi a da gripe suína, a H1N1. O vírus surgido em porcos no México, em 2009, se espalhou rapidamente pelo mundo, matando 16 mil pessoas. No Brasil, o primeiro caso foi confirmado em maio daquele ano e, no fim de junho, 627 pessoas estavam infectadas no país, de acordo com o Ministério da Saúde.

Segundo a revista IstoÉ, o mundo pós-pandemia será bem diferente de tudo o que já e a tecnologia vai desempenhar um papel central nas relações sociais. As empresas de todos os portes deverão passar por uma mudança cultural e estarão mais atentas a momentos de crise. É um exercício para tentar dar uma cara a esse futuro que nos espera – e assusta. A crise global vai trazer inúmeros impactos negativos, frisa o portal UOL.

Para eles, além das mortes, corremos o risco de uma recessão generalizada aumentar a desigualdade social e deixar pessoas em vulnerabilidade em situação ainda mais crítica, para citar alguns deles. Mas também podem surgir oportunidades. Pelo olhar dos especialistas, no lugar onde vamos desembarcar, o professor, a ciência e o feminismo são valorizados, buscamos o essencial, as relações são mais empáticas e teremos a chance de criar novas narrativas para o conceito de humanidade.

É possível enxergar beleza em meio ao caos. Todas as áreas sofrerão grandes mudanças em seus cotidianos, seja a tecnologia, o comportamento, a ciência e saúde, o meio ambiente e a biomedicina, o trabalho, o consumo, as cidades, os cuidados, a educação, os alimentos, sem esquecermos da natureza, inclusive.

Segundo o engenheiro André Lemos, e professor da UFBA, comenta que, “em um primeiro momento pós-pandemia as pessoas irão procurar um maior contato físico, o que pode ocasionar uma queda nas redes sociais. Sendo otimista, acredito também que o processo de globalização irá sofrer, as pessoas podem ter uma ação comunitária em comprar dos menores e não das grandes companhias”.

Já para a doutora em Psicologia e professora, Juçara Mapurunga, comenta que “O que eu gostaria que acontecesse mesmo na pós- -pandemia: um mundo mais solidário, em que os laços fossem feitos de formas mais sólidas e fortificadas, eu gostaria que a palavra do nosso velho Sigmund Freud valesse quando ele diz que nós ‘somos constituídos como sujeito a partir de um olhar do outro’, que nós precisamos desse outro para nos constituir, formar nossa subjetividade”