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Coronavírus atrasa liberação do trecho da Rondon onde cratera se abriu, segundo concessionária

Cratera foi aberta após forte chuva no dia 10 de fevereiro no trecho entre Botucatu e São Manuel

A concessionária que administra a Rodovia Marechal Rondon (SP-300), em Botucatu (SP), informou que as obras no trecho onde uma cratera se abriu após a chuva em fevereiro atrasaram por causa da pandemia de coronavírus. A liberação do quilômetro 258, sentido capital interior, estava prevista para os primeiros dias de abril. No entanto, segundo a concessionária, a pandemia atrapalhou a entrega dos materiais para as obras e alguns funcionários tiveram que ser afastados por pertencerem ao grupo de risco.

Agora, a liberação do trecho está prevista para o final de abril. Entre Marília e Júlio Mesquita, uma cratera também se abriu com a chuva na Rodovia Dona Leonor Mendes de Barros (SP-333) e o trecho foi liberado dois meses depois.

A cratera que se abriu após a chuva de fevereiro em Botucatu foi responsável por uma série de acidentes, com vítimas fatais.

No dia 10 de fevereiro, um motorista morreu depois que o caminhão dele foi “engolido” pela cratera que se abriu na pista. Um carro também chegou a ser arrastado pela enxurrada, mas o motorista não se feriu. A rodovia ficou interditada nos dois sentidos.

Quatro dias depois, a concessionária liberou a pista leste, no sentido interior – capital, para o tráfego nos dois sentidos em pista simples. No dia 24, o motorista de um ônibus furou a sinalização e invadiu a área de isolamento. Ele caiu na cratera e morreu no local do acidente.

No dia 29, o motorista de um caminhão também invadiu a sinalização e caiu na cratera. Ele foi socorrido para o Hospital das Clínicas, mas morreu no dia seguinte.

Horas depois desse acidente, a concessionária informou que outro caminhão invadiu a interdição e também quase caiu na cratera. Câmeras flagraram a manobra que o caminhoneiro teve que fazer para evitar cair no buraco, e ele não se feriu.