Jornal O Debate

Informação com Credibilidade

Sem pânico, mas cuidado

Nos últimos dias, circularam informações a respeito do surto do Coronavírus, contudo, a existência vírus não é nada recente entre nós. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, a doença é conhecida desde meados da década de 1960. Até o momento desta publicação, o estado de São Paulo tem três casos suspeitos. Todos foram notificados na capital, segundo informações divulgadas da Secretaria de Estado da Saúde.

Os pacientes, duas crianças e um adulto, têm com quadro estável e estão isolados em casa. O contato com pessoas e ambientes externos é restrito. Além de São Paulo, dois em Santa Catarina, um em Minas Gerais, um no Rio de Janeiro, um no Paraná e um no Ceará. De acordo com o boletim, já foram notificados 33 pacientes com quadros suspeitos, mas apenas nove estão em investigação. Os demais foram descartados ou excluídos, por não se enquadrarem nos requisitos definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). De forma geral, a principal forma de transmissão dos coronavírus se dá pelo contato próximo, ou seja, toques físicos, permanência no mesmo local do paciente doente (tanto morando junto ou apenas visitado). A de incubação fica entre dois e 14 dias.

Atualmente, o vírus não possui um tratamento médico ou vacina eficaz, embora estejam em andamento esforços para desenvolvê-los. Seus sintomas incluem, entre outros, febre, dificuldades respiratórias e tosse, que foram descritas como “semelhantes à gripe”. Para prevenir a infecção, a OMS recomenda “lavar as mãos regularmente, cobrindo a boca e o nariz ao tossir e espirrar, evitar o contato próximo com alguém que mostre sintomas de doença respiratória (como tossir e espirrar)”.

Hoje estamos muito mais aptos a lidar com surtos virais do que no passado. Cerca de 60% de todos os patógenos nocivos à humanidade têm origem animal. As condições de higiene melhoraram, mas é preciso fiscalizar as áreas onde há contato humano com corpos de animais. Uma pandemia severa pode resultar em milhões de mortes e destruir até 1% do PIB global, algo comparável a outras ameaças de primeira linha, como o aquecimento global. Não quer dizer que isso vá acontecer agora. Mas os vírus são altamente mutáveis e os surtos recentes de ebola, HIV, sars e mers demonstram que eles estão sempre a postos para aproveitar qualquer brecha.