Jornal O Debate

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“A esperança é o sonho do homem acordado”

Há de se concordar que 2019 está sendo um ano denso e tenso. Logo no início, vimos tragédias e tragédias. Se não bastasse, nos despedimos precocemente de grandes personalidades – algumas fatídicas, como a pane do helicóptero que transportava o jornalista Ricardo Boechat e a queda que culminou na morte do apresentador Augusto Liberato (Gugu). A fúria da natureza também mostrou sua face mais obscura, que somada à negligência humana, ocasionou o rompimento da barragem em Brumadinho (MG), e o incêndio ocorrido no Ninho do Urubu, que tirou a vida de jovens promessas do futebol brasileiro e quem sabe mundial. Em “Quincas Borba”: Machado de Assis prega a preservação da espécie, mas utilizando da guerra e catástrofes como meio viável para que alcance o resultado desejado. Leia a seguir: “Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas”. Porém, acreditamos num outro caminho (mais pacífico e humano) a ser percorrido. Um caminho pautado na virtude, num tripé construído com esperança, fé e caridade. Pilares pautados nossos ensinamentos cristãos, base para o verdadeiro despertar do indivíduo. Essa combinação traduz a força necessária para vencer as adversidades que surgem durante a caminhada. É importante também que saibamos que como tudo na vida, enquanto um ciclo se finda, outro, que pode estar muito próximo de você, surge num horizonte resplandecente. Basta acreditar e se permitir, de mãos dadas com essa nova jornada que está prestes a se iniciar e enfrentar, sempre de cabeça erguida, o que está por vir, pois a esperança sempre será a última a nos deixar. Afinal de contas, o futuro é aquilo que fazemos hoje.