Jornal O Debate

Informação com Credibilidade

Liberdade de Imprensa

O direito à livre expressão não é artigo de luxo. A liberdade de imprensa irrestrita não é algo a que uma democracia possa renunciar, mas que, sim, precisa ser defendida com toda força, pois ela é o pilar dessa forma de Estado que proporciona ao indivíduo o máximo possível de liberdade.
Só se há possibilidade de se expressar livremente, de questionar criticamente as ações e omissões da política e economia, de investigá-las sem obstáculos e, justamente, de publicar as revelações resultantes, há a possibilidade de desvelar e, no melhor dos casos, impedir corrupção e abusos.

A violência direta contra jornalistas não é a única ameaça. Políticos como Donald Trump ou Vladimir Putin reconheceram onde o jornalismo é mais vulnerável: em seu bem mais alto, a credibilidade. Quando o presidente americano ataca a mídia como “fake news”, não é apenas para desviar a atenção de suas próprias mentiras: trata-se de uma estratégia de longo termo para minar a credibilidade de seus críticos mais perigosos, enfraquecendo, assim, quem se ocupa de expor as falcatruas dele e seu contexto.

Por outro lado, cabem justo aos próprios jornalistas e editoras de mídia investigar com cuidado ainda maior, questionar também os colegas de modo ainda mais crítico e expor os erros sem qualquer restrição. Pois cada má conduta involuntária, cada exagero sem provas, cada caracterização unilateral faz o jogo de quem quer impedir as cidadãs e cidadãos de estarem bem informados ao ponto de formar uma opinião própria e independente. Mas essa é a pré-condição para que, no fim das contas, eleições sejam realmente democráticas.