Jornal O Debate

Informação com Credibilidade

Somos tão jovens?

Neste exato momento, você, além de estar lendo este texto, deve estar com o seu celular por perto, ouvindo a chegada de mensagens no WhatsApp. Provavelmente estará com algum outro aparelho – televisão talvez – apresentando ruído ao som ambiente.

Em tempo: ler um jornal ou revista era forma de se entreter antigamente.

As notícias ali veiculadas traziam informações do cotidiano de nossa cidade, estado e país. A maior parte delas com embasamento em entrevistas e um árduo trabalho de pesquisas e investigações jornalísticas.

Esse era um retrato de um tempo, de uma época anterior ao advento da internet e da revolução digital. Os que nasceram durante a década de 1990 acompanharam um pouco disso. Muito possivelmente havia uma mistura: ora ficava na sala de estar, ora ficava no computador. A ansiedade para a chegada da meia-noite era grande, já que os pulsos telefônicos, após esse horário, não eram contabilizados na fatura da empresa responsável pelo serviço.

Já os mais jovens, que nasceram no início deste milênio, devem questionar; o que é um pulso telefônico? Esperamos que você não saiba, mesmo. Hoje em dia, tudo ficou mais prático. Basta um toque e é possível acessar qualquer informação disponível em qualquer parte do mundo. Tempos modernos.

Porém, para tudo que é bom pode ter algo de ruim. Essa facilidade muitas vezes faz com que internautas sejam influenciados por informações supérfluas, muitas vezes sem sentido ou fundamento. Discursos prontos sem comedir reflexão, muitas vezes pautados pelas já famosas fake news.

Em contrapartida, na contramão da desinformação, diversas plataformas voltadas ao ensino no meio digital foram criadas. Inclusive até faculdade é possível cursar através da tela de celulares e computadores. Seu diploma num toque!

Diferente das gerações anteriores, as Crianças hoje nascem digitais. Desde cedo elas desenvolvem afinidade com a tecnologia, o que pode se tornar um problema futuro, principalmente se os pais não estiverem atentos ao que elas acessam.

O desafio também passou a ser de professores, que, além de ensinar o conteúdo estipulado, têm que prender a atenção desses “jovens”, já que o celular se faz presente durante as aulas. O caminho, entretanto, é buscar atrelar o uso dessas novas tecnologias com a matéria, fazendo com que o dinamismo no ensino seja essencial para o desenvolvimento pessoal do aluno.

A pergunta que fica, após essa breve viagem no tempo, é uma só. Será que estamos preparados para os tempos modernos?