Em Pratânia, a Cooperprata está pronta para lançar dois tipos de café no mercado

Cooperativa está pronta para lançar dois tipos de café no mercado: o Cooperprata e o Auto da Cuesta

Atualmente, os cafés especiais se popularizaram e ocupam posição de destaque no mercado, e agora responsável por movimentar novos empreendimentos. Mas o que deixa um café ser especial?
É a colheita feita de forma seletiva e manual que torna o café especial diferente do café tradicional consumido no dia a dia. “São colhidos apenas os grãos mais maduros e mais adequados de outros grãos que já passaram do tempo de seca ou que ainda não atingiram a maturação perfeita. Depois seguimos para a segunda etapa, o beneficiamento pós-colheita por vias úmidas”, esclarece Luís Carlos Josepetti Bassetto, Presidente da Cooperprata.

A Cooperprata é fruto de uma reunião de pequenos produtores rurais que se juntaram primeiramente em uma Associação, a Associação Rural Gioconda Bassetto. A Associação começou a organizar a produção, a colheita, e por fim para que conseguissem fazer a comercialização de maneira mais favorável, mais correta, a personalidade jurídica indicada era uma cooperativa, então em 2010, nasce a Cooperprata de Cafés Especiais.

A Cooperprata é certificada com o selo Fairtrade, que dá o direito da participação na comercialização desses cafés, nesse nicho de mercado. Segundo Luís Carlos, para que o produto consiga chegar mais barato na mesa de quem compra, mas ao mesmo tempo deixando um maior valor agregado, para as pessoas que trabalham e produz. O selo é considerado um selo social, que busca fazer justiça social. “A nossa cooperativa tem esse perfil. Nosso café é produzido por agricultores familiares. Nós seguimos um protocolo de boas práticas, de critérios sociais e ambientais. Quanto aos sociais, não podemos ter mão de obra infantil, nem mão de obra escrava. Nossos funcionários devem estar morando adequadamente, seus filhos tem que estar indo para a escola. Já os critérios ambientais são o uso de defensivos agrícolas por pessoas treina- das para fazer, são defensivos seletivos, para quando aparece uma praga no nosso café”, explica Japão.

A cooperativa sempre se preocupou em duas vertentes para alcançar seus objetivos: pela redução de custo e agregação de valor. Então se o Fairtrade foi uma forma de agregação de valor, para a redução de custo, a cooperativa focou na mecanização da colheita que era o maior custo e a dificuldade de conseguir mão de obra, pois com a vinda da laranja para a região, houve uma disputa pela mão de obra.

“A Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo nos apoiaram desde o início depois de apresentarmos nossos projetos. Tivemos 3 projetos apoiados para a cafeicultura desses pequenos produtores: mecanização da colheita, beneficiamento pós-colheita por vias úmidas e a torrefação. No projeto da mecanização da colheita, compramos uma colhedora, com 70% pago a fundo perdido pelo Banco Mundial. A partir da vinda da colhedora, identificamos um outro problema relacionado com a secagem do café. Nosso espaço era uma estrutura pequena para após-colheita e para fazer a secagem desses cafés, insuficientes para acompanhar o desempenho que a máquina colhedora possui. Então criamos uma unidade de beneficiamento pós-colheita- via úmida. Uma unidade coletiva, onde os produtores trazem o produto, fazem um beneficiamento pós-colheita, e assim com esse processo, preservamos a qualidade dos grãos colhidos. Separamos os melhores grãos, os grãos mais maduros, mais adequados de outros grãos que já passaram do tempo de seca ou que ainda não atingiram a maturação perfeita. Separamos cinco tipos diferentes de café, onde cada um recebe um processo de secagem diferente. E com todo esse cuidado, ganhamos na qualidade do produto lá na frente”, diz Luís Carlos.

Ao tocante da qualidade na pós-produção do café, Luís complementa: “Nós não fazemos nossos cafés viajarem grandes distâncias ou ficar armazenados em local inadequados, nossos armazéns são também vistoriados por essa certificadora do protocolo de boas práticas e com isso a gente escolhe sempre os melhores cafés para estarem sendo torrados. Garantimos também a condição de pureza, pois nosso café não recebe nenhum tipo de mistura. Nós produzimos café e queremos ofertar para as pessoas”.

A Cooperprata, hoje, trabalha com dois tipos de café que vão ser lançado em breve no mercado, o café tradicional, com preço mais acessível e que o brasileiro está mais acostumado a tomar, com uma torra um pouco mais acentuada. E outro tipo de café, um pouco mais forte, que é chamado de café especial, com uma torra mais suave, torra média, e que vai ser ofertado em pó e em grão. O café tradicional será colocado de uma forma geral em todos os supermercados da região e o café especial em ambientes que são mais compatíveis com a comercialização desse produto. A cooperativa também vai contar com o site para a comercialização desses cafés.

“Um desejo que temos, é no futuro, trabalhar com cápsulas, tendo em vista que temos um café de excelente qualidade para estar ofertando. Nós ganhamos um prêmio “O Melhor Café Fertraind Cereja descascado do Brasil”, o que mostra o potencial da região, o potencial da cooperativa e de nossos produtores. E é isso que queremos levar ao nosso consumidor, essa qualidade, essa responsabilidade e dar para nosso cooperado a perspectiva de poder continuar, não ter que sair da propriedade ou estar arrendando outras terras, mas sim a cafeicultura como uma alternativa de prosperidade e de fixação do homem no campo. Estamos nos estruturando para isso e esperamos que bem em breve a gente possa estar lançando esses cafés, o Café Cooperprata e o Café Auto da Cuesta, que é o café que estamos preparando a marca para ser lançando no mercado” finaliza o Presidente da Cooperprata, Luís Carlos.

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