Dancing Queen

Filha de são-manuelense, Silvia Renata Sommerlath, rainha da Suécia, teve música da banda Abba gravada em sua homenagem

Muitos já devem ter ouvido a canção Dancing Queen, do grupo sueco Abba, mas certamente poucos conhecem a sua verdadeira história. Com ritmo contagiante e uma letra que diz em seu refrão: “Você pode dançar / você pode brincar / aproveitando o momento de sua vida / olhe para aquela garota / observe a cena / tornando-se a rainha da dança”, a música ficou conhecida mundialmente. Os motivos que embasaram a composição da melodia têm nome: rainha Silvia Renata Sommerlath, uma personagem da realeza europeia que tem origens são-manuelenses. Sua mãe, Alice Toledo, casada com o alemão Walter Sommerlath, nasceu e foi criada na Fazenda Cafezal, em São Manuel.

Caçula da família – Alice ainda teve os filhos Ralf, Walther Ludwig e Hans Jörg–, Silvia mudou-se para São Paulo aos quatro anos de idade, estudou por dez anos na capital paulista e, posteriormente, tomou o rumo da Europa para concluir o ensino médio e cursar faculdade.

Antes de se tornar rainha, Silvia teve uma breve carreira como comissária de bordo, mas sua vida começou a mudar assim que conseguiu uma vaga de intérprete, área de sua formação, nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972. Durante o evento, o ainda príncipe herdeiro do trono sueco Carl Gustav conheceu Silvia e se enamorou dela, dando início a um firme relacionamento, só que no princípio era cada um em seu país.

No exercício seguinte, em 1973, o rei Gustaf VI Adolf faleceu e o filho Carl, conforme manda o figurino daquele país, assumiu o trono, sendo intitulado Carl XVI Gustaf da Suécia. Silvia, por questões óbvias, passou a ser a namorada do monarca. Três anos mais tarde, eles anunciaram o noivado e, três meses depois, o casamento, em 19 de junho de 1976. Todo o país estava encantado com a rainha e essa paixão fez com que o grupo Abba gravasse uma música para homenageá-la. A primeira apresentação de Dancing Queen acon- teceu na véspera do casamento numa festa dos sonhos no Royal Swedish Oper. Um ano após o matrimônio nasceu Victoria. Em 1979, veio ao mundo Carl Philip e, por fim, em 1982, Madeleine.

Pela legislação sueca de então o sucessor do trono seria Carl Philip, o primeiro homem, mesmo sendo Victoria a mais velha. Contrariada, porque no seu entendimento o texto legal era injusto, Silvia propõe ao marido que a lei seja modificada. Em 1o de janeiro de 1980, foi sancionado o Ato Sueco de Sucessão, uma reforma constitucional, definindo que a primeira pessoa à linha de sucessão seria o filho primogênito, ou seja, o primeira a nascer, independente de seu sexo. Com isso, a Suécia passou a ser a primeira monarquia a adotar tal sistema. E Victoria passa-se a ser a Princesa Herdeira da Suécia.

Além das causas sociais, a rainha Silvia também é engajada na área da saúde tanto no seu reino quanto fora dele. É uma das fundadoras da World Childhood Forum, em 1999, e do Global Child Forum, em 2009. Sua maior preocupação, todavia, é o tratamento da demência na terceira idade. Ela fundou a Silviahemmet, em 1996, que é uma iniciativa de educação para profissionais da saúde para lidar com os idosos que sofrem de doença, e investe em estudos e pesquisas sobre o tema.

O que mais encanta os são-manuelenses, contudo, é o carinho da rainha com a terra natal de sua mãe. Sempre que está no Brasil e quando pode, Sílvia visita São Manuel numa inequívoca demonstração de respeito e carinho para com a cidade e os conterrâneos de Alice Toledo.

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