Planejar “o bico”

Neste últime mês tivemos uma greve, em São Paulo, de motoristas do Uber. O serviço de transportes se popularizou em todo o mundo. No entanto, ainda cobra altos valores de seus filiados, ficando com até 25% da corrida, além de oferecer poucas informações sobre os possíveis passageiros. Isso, no entanto, não impede que, só na capital, mais de 30 mil pessoas tenham se cadastrado no aplicativo. Muitos usam a atividade como “bico” pra complementar a renda. As promessas são de jornadas flexíveis e bons rendimentos. Fora, claro, a vantagem de ser seu próprio patrão.

A realidade, contudo, tem sido outra. Muitos motoristas sofrem no fim do mês por não terem calculado corretamente os gastos inerentes à atividade, como a manutenção do veículo. Não pensam, ainda, em economizar para uma possível aposentadoria. Isso leva muitos a gastarem quase o mesmo que arrecadam. Sua greve, assim, é justa. No entanto, enquanto a empresa não melhora a vida de seus filiados, é preciso que o interessado em se tornar um “Uber” faça as contas sobre lucros e prejuízos. Pois é amigos, hoje em dia até pra fazer bico precisa ter bom raciocínio. Se você tem, faça o que muitos não fazem, agradeça às escolas onde estudou.

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