Jornal O Debate

Informação com Credibilidade

“Tempo, tempo, tempo mano velho”

O conceito de tempo e espaço é explorado em variadas mídias. Seja em livros, artigos, séries de televisão e até mesmo na música; e o que isso influencia em nosso cotidiano? A mais simples resposta para esta primeira interrogativa é “tudo”. O conceito de onipresença, ou seja, estar em múltiplos lugares em um mesmo tempo, parece ser muito interessante.

Deixamos de lado compromissos por questão de não termos tempo disponível para tal evento. E, quando nos damos conta, perdemos a noção de quanto tempo perdemos. “Faz meses que não conversamos”. “Na minha época, fazíamos de modo diferente”. O tempo e espaço estão em constante movimento, mas qual será a direção?

Chronos —o Deus do Tempo, na mitologia grega— é o responsável por nos fazer refém do tic-tac. Quando nos damos conta, perdemos um dia, um mês, um ano, uma vida. O título deste editorial faz referência direta à música “Sobre o Tempo” da banda mineira Pato Fú. Em seus versos, destacam-se: “Tempo amigo seja legal / conto contigo pela madrugada / só me derrube no final”.

Estar alheio às leis do tempo é a cobiça de todos, mas, ninguém consegue escapar do inevitável. Por mais que saibamos nosso ômega, estamos sempre procurando postergá-lo. Estamos presos em uma linha muito-mais-do-que-instável: a começamos em seu início, o alfa, e vamos de encontro ao seu final.

Aceitar tal passagem do tempo e o percurso são ossos do ofício humano. Estamos cercados por começos. O que cabe a nós édefinir como será esse percurso. Seja você mesmo. A irreverência é o cartão de visita para novos caminhos.