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Edição 606 de 16/11/2018

José Luiz Chaló

O casal Sr. Chaló e D. Jandira, na esquina da Rua Moraes Gordo, onde vendem pipoca e fazem crochê.

José Luiz Chaló era caminhoneiro, nasceu em São Manuel no dia 12 de março, é casado com Jandira de Fátima Colleone Chaló, com quem tem André Luiz Colleone Chaló e Alessandro José Colleone Chaló. Sua história de vida é muito interessante, depois que largou a estrada, comprou um carrinho de pipoca e passou a vender pipoca e algodão doce, mas mesmo assim, se sentia inquieto e ansioso. Foi quando sua esposa, D. Jandira teve a ideia de ensiná-lo a arte do crochê. Enquanto vendem pipoca, aproveitam o tempo para fazer tapetes de vários modelos com cores diversas. Com a mão na agulha ele aprendeu e a ansiedade passou. Sr. Chaló comenta que “Crochê é coisa de homem também”. Existe muito preconceito, mesmo assim o casal José Luiz Chaló e Jandira de Fátima Colleone Chaló sentem orgulho daquilo que fazem.  Agora que está apto no artesanato, vende tudo o que faz, tem até encomendas. Nesta entrevista para o Jornal O Debate Sr. Chaló, como é mais conhecido, nos conta um pouco de sua história.

Jornal O Debate: Onde o senhor nasceu e quando?

Sr. José Luiz Chaló: Eu nasci em São Manuel no dia 12 de março. 

OD: Quantos filhos o senhor tem e qual o nome deles?

Sr. Chaló: Nós temos dois filhos, André Luiz Colleone Chaló e Alessandro José Colleone Chaló.

OD: Há quanto tempo vocês têm o carrinho de pipoca e algodão doce?

Sr. Chaló: Há sete anos.

OD: Vocês trabalham todos os dias? Qual o local?

Sr. Chaló: Sim, durante a semana ficamos na esquina da Rua Morais Gordo, às sextas, sábados, domingos e épocas de festas estamos no Jardim Público na Praça “Dr. Pereira de Resende”. E também trabalhamos em festas e eventos.

OD: Há quanto tempo o senhor faz crochê?

Sr. Chaló: Há seis anos.

OD: Dona Jandira já fazia antes?

Sr. Chaló: Sim, ela faz há muito mais tempo do que eu.

OD: Quando e com quem o senhor aprendeu a fazer crochê? Foi muito difícil?

Sr. Chaló: Eu aprendi com minha esposa. E foi muito bom, pois aprendi rápido porque sou muito persistente e curioso.

OD: Porque você resolveu fazer crochê?

Sr. Chaló: Quando deixei de ser caminhoneiro, estava muito ansioso, só pensava no caminhão, então a Jandira teve a ideia de me ensinar a fazer crochê,  que além de me distrair e aliviar o stress, melhorou muito minha ansiedade.

OD: Com quais técnicas de artesanato você trabalha?

Sr. Chaló: As mais simples, pois não fiz nenhum curso, mas estou sempre me aperfeiçoando no que faço.

OD: As pessoas brincam muito sobre o fato de homem fazer crochê?

Sr.Chaló: Algumas pessoas brincam sim, mas não me importo.

OD: Atualmente em várias cidades, regiões e estados, os homens fazem crochê como uma forma de renda? O senhor faz por diversão, como passatempo ou também vende seus trabalhos?

Sr. Chaló: Eu faço crochê por diversão, por me distrair e também vendo. Se não ganho com a pipoca, ganho com a encomenda dos tapetes.

OD: Faz em casa também ou só quando está vendendo pipoca?

Sr. Chaló: Faço em casa também.

OD: Quais pontos costuma fazer?

Sr. Chaló: Pontos alto, altíssimo, baixo e baixíssimo.

OD: O senhor enxerga o crochê como uma forma de relaxar das coisas do dia-a-dia?

Sr. Chaló: Sim, é como se fosse uma terapia.

OD: Quais as técnicas que mais o encanta?

Sr. Chaló: São poucas as técnicas, mas posso dizer que todas me encantam.

OD: Que conselhos o senhor daria para os homens que querem aprender, mas tem preconceito?

Sr. Chaló: Que eles esqueçam o preconceito e que quando apreenderem vão se arrepender de não terem começado antes. As mulheres não fazem todas as tarefas que os homens fazem? Porque os homens não podem fazer crochê?

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