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Edição 586 de 08/12/2017

Michele Amato

Campeã nos Jogos Abertos do Interior 2017, medalha de Ouro, em Jiu-jitsu. Essa é a são-manuelense Michele Amato. Uma multi mulher, como a maioria de hoje. Ela também é professora de Educação Física, de aero boxe e de Muay Thai.  Secretária clínica de fisioterapia na Clínica Viva Bem e nas horas vagas (se é que tem) ajuda a amiga Paula no salão de cabeleireira. 

Michele ainda é dona de casa, mãe e esposa e conta com a família nos deveres de casa. “Meu esposo e meu filho me ajudam muito com os deveres de casa: limpar, cozinhar, lavar. Eles me ajudam com tudo!”

Filha de José Vitoretti e de Ângela Machado Vitoretti, é nascida em São Manuel e tem 33 anos. Michele é casada com Amarilton Amato com quem tem o filho Estabili Amato. Amarilton também é professor e treinador de Michele.

Atleta campeã, ela nos conta que ama o Jiu-jitsu e que treina uma hora e meia 3 vezes por semana . “Na hora do meu treino largo tudo, coloco meu Kimono e bora treinar. A hora do meu treino é sagrada.”

Nesta entrevista ao Jornal O Debate, Michele conta um pouco mais sobre sua alegria em lutar Jiu-jitsu e de trazer medalhas para São Manuel. 

Jornal O Debate: Conte um pouco sobre sua vida profissional antes do Jiu-jitsu.

Michele Amato: Antes de praticar Jiu-jitsu eu dançava. A dança sempre fez parte de minha vida desde a infância. Levava uma vida tranquila: empregos, casamento e a dança. Sempre apaixonada pelo que fazia. Sempre amei minha vida, independente da fase.

Jornal O Debate: Como começou no Jiu-jitsu?

Michele Amato: Então, com meu marido e professor Amarilton. Ele já praticava vários estilos de luta, mas eu nunca me interessei. Porém, num campeonato há tempos atrás, ele nos levou para assistir. Foi minha primeira vez vendo a arte do Jiu-jitsu e logo me apaixonei, mas ainda assim não dei início. Depois ele me presenteou com um Kimono que ficou tempo guardado, até que um dia fui levar meu filho, que também treinava com o pai, e resolvi fazer uma aula. Nunca mais parei.

Jornal O Debate: Como percebeu que o Jiu-jitsu poderia te trazer grandes alegrias?

Michele Amato: Em minha primeira competição não venci minhas lutas, mas depois, incentivada pelo meu professor e ciente de que mesmo sem bons resultados eu havia me saído bem, prazerosa e feliz. Então decidi treinar mais forte e participar de outro evento. E já neste a medalha veio, graças a DEUS. E com muita dedicação aos treinos, elas vêm só aumentando.

Jornal O Debate: Você trouxe uma medalha de ouro pela primeira vez na história de São Manuel nos Jogos Abertos. Como é isso para você?

Michele Amato: Foi minha primeira participação em Jogos Abertos. Trazer essa medalha e o troféu por equipe feminino foi muito gratificante.  Os Jogos Abertos foram muito importantes para mim, pois lutei com meninas de nível alto e só me fez acreditar mais ainda em mim. Também serviu para me mostrar o quanto estou num nível bom de treinamento. Hoje tenho cada vez mais orgulho de cada passo meu dado dentro desta modalidade. Além de tudo isso, os Jogos Abertos me fez ser a primeira mulher na história de São Manuel a trazer uma medalha de ouro. E ser a terceira medalha de ouro da história de nossa cidade. Meu Deus!!! Isso é muito gratificante e eu estou tão orgulhosa de mim mesma! Quando cheguei na Academia e mostrei o troféu e a medalha para os alunos de Jiu-jitsu Kids e Muay Thai Kids foi de se emocionar. Eles ficaram tão felizes, mas tão felizes que me deu mais vontade de querer ir longe, vontade de ir para o mundial!

Jornal O Debate: Conte para os nossos leitores sobre seus troféus e medalhas.

Michele Amato: Tenho 13 medalhas de ouro, 6 medalhas de prata e 1 troféu por equipe. Procuro estar sempre presente nos campeonatos que ocorrem em nossa região. Sou 3 vezes Campeã Paulista na categoria e Campeã Paulista no absoluto. Fui classificada para disputar o Pan Americano em Los Angeles em 2016, fui classificada também para disputar o europeu em Portugal, mas infelizmente não pude participar por não ter condição financeira. Sem patrocínio fica tudo difícil. Mas o meu sonho para o ano que vem é disputar o Brasileiro e o Mundial. Vou me esforçar, me dedicar muito para eu levar o nome da minha Academia, da minha equipe, de São Manuel, para o exterior. 

Meu sonho é ir mais longe.

Jornal O Debate: Como é sua rotina de trabalho como atleta e mulher? Você sofre ou já sofreu preconceito por ser mulher e competir no jiu-jitsu?

Michele Amato: Sim, já sofri preconceito, mas não ligo. Faço o que gosto. Eu sempre falo uma frase: todas as mulheres deveriam treinar artes marciais. Elas iam se sentir mais seguras de si, iam ter mais confiança. Às vezes as pessoas falam: “você é louca de ficar apanhando.” E eu sempre respondo: “você deveria praticar também, para saber o quanto é bom!”.  Além de trabalhar e treinar, ainda sou dona de casa, mãe e esposa e conto com a família nos deveres de casa. Meu esposo e meu filho me ajudam muito com os deveres de casa: limpar, cozinhar, lavar.

Jornal O Debate: Quais os seus planos para o futuro?

Michele Amato: Meu sonho e também do meu professor é que eu participe dos Campeonatos Brasileiro e Mundial de Jiu-jitsu. Este é meu sonho!

Jornal O Debate: Você se sente uma pessoa realizada?

Michele Amato: Completamente. Hoje faço o que gosto. Tenho uma linda família. Faço parte de uma super equipe de artes marciais: Amato Team e graças a DEUS sou rodeada de grandes amigos.

Jornal O Debate: Quais as atividades que a atraem em seus momentos de lazer?

Michele Amato: Momentos de lazer estão escassos no momento. Muito treino e trabalho. Também cuido de minhas aulas na academia para minhas alunas de Muay Thai e Aero Boxe. Ultimamente nada de lazer. Mas ninguém é de ferro... vamos tentar pegar uma praia no final de ano. (kkkk)

Jornal O Debate: O que tem a dizer sobre as responsabilidades que envolvem o cidadão no mundo atual?

Michele Amato: Que responsabilidades? Vejo hoje uma grande liberalidade para nosso povo e poucas responsabilidades. Muita falta de compromisso. Hoje parece que tem que se tornar obrigatório para ser realizado. Mas acredito que um dia vai MELHORAR!

Jornal O Debate: O que você diria para os jovens de hoje?

Michele Amato: Hummm. Difícil dizer aos jovens algo por base no que vivi. Pois o mundo deles é muito diferente do que já passei. Deixo aqui um conselho a todos os jovens que queiram algo sério para suas vidas: celular, balada, são a chave do insucesso. Sem falar nas drogas e excesso de álcool. Mas a vida nos dá muitas fases e temos que saber aproveitar. E lembre-se: nada, até que termine, está perdido. 

Jornal O Debate: O que é São Manuel para você?

Michele Amato: Minha casa. Minha vida. Meu lar. Adoro e amo muito nossa cidade e tenho muito orgulho de levar seu nome, através do esporte para além de nossas fronteiras.

Jornal O Debate: Fique à vontade para fazer suas considerações finais.

Michele Amato: Quero dizer a todos que o mundo termina quando somos chamados a passar desta para outra. Neste mundo, bora viver. Viva de forma a dar o melhor de si. Agradeço à minha Família Amato Team, amigos, colegas de treino e alunas que sempre me erguem lá em cima a cada conquista. Quero agradecer a todos que me apoiaram nesta jornada, a Prefeitura e a Diretoria de Esportes. Ao meu professor e esposo que me deu a oportunidade de descobrir em mim um eu que estava escondido e eu não sabia. Hoje me sinto realmente realizada. Agradeço aos meus pais por minha vinda a esse mundo maravilhoso e a DEUS e Maria que sempre me protegem em minhas lutas e jamais me abandonam. 

Aproveito para deixar nossa Academia Amato Team de portas abertas para todos, com aulas de Jiu-jitsu adulto e kids, Aero Boxe feminino e Muay Thai adulto, kids e feminino. Grata a vocês do Jornal O Debate e parabéns pelo belo trabalho que fazem levando a todos informações de primeira qualidade. Saudações Jiu-jitsu. Osssss.

Antes de encerrar, gostaria de fazer uma homenagem: tenho um ídolo, uma pessoa do Jiu-jitsu que sou fã: é meu marido Amarilton Amato, uma pessoa que amo, que sou muita grata em todo conhecimento que recebo. Todos os meus resultados são graças a ele. Obrigada por nunca desistir de mim.

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