Edição 609 de 08/03/2019

Elas em Debate

Há pouco tempo, vimos um forte crescimento da palavra “feminismo” em nossas rotinas. Independente de sua colocação – seja da palavra em algum contexto ou da sua própria visão política –, a palavra traz consigo um amplo debate. Em um dos vários sentidos denotativos, segundo o Dicionário Houaiss, o feminismo é uma “teoria que sustenta a igualdade política, social e econômica de ambos os sexos”.

Sua origem transcende os séculos. Um dos marcos históricos mais importantes em sua história é durante a Revolução Francesa, que aconteceu ao final do século 18; onde, por sua vez, marca o início da Era Contemporânea. De lá para cá, muita coisa mudou, menos essa busca pela igualdade. Aqui no Brasil, por exemplo, as mulheres só puderam votar em 1932, e a primeira mulher eleita presidente teve sua posse em 2011. 

Dentre as clássicas frases “lugar de mulher é na cozinha” e “mulher só pilota o fogão”, mostramos nesta edição especial que o lugar da mulher é onde ela quiser, fazendo o que e quando der vontade. Segundo a nossa carta magna, em seu artigo 5, “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”, e continua no primeiro parágrafo “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”.

Por que algo que é garantido pela lei não é praticado como tal? Talvez a melhor resposta para isso seja o machismo enraizado em nossa cultura, onde vemos o homem como o provedor da casa. Precisamos avançar. Elas têm os mesmos direitos e aqui em nossa cidade, temos grandes exemplos que comprovam este ponto.

A dupla jornada que elas fazem, seja trabalhando em casa –cuidando dos filhos e mantendo a ordem no lar– quanto no mercado –trabalhando duro, gerenciando o seu setor–, elas são tão competentes quanto os homens. O reconhecimento disso fica erroneamente em segundo plano, onde os salários das mulheres é quase 30% menor aqui na região sudeste, segundo uma pesquisa feita pelo IBGE em 2017.

Se analisarmos a lista dos 25 empresários norte-americanos mais ricos, não vemos uma mulher se quer colocada. Apesar das políticas internas dessas companhias valorizarem, não vemos uma mulher se quer, nesta lista, ocupando o maior dos cargos.

Simone de Beauvoir, uma estudiosa do feminismo, disse em uma de suas obras: “ninguém é mais arrogante em relação às mulheres, mais agressivo ou desdenhoso do que o homem que duvida de sua virilidade”. Toda essa luta não é pela supremacia, mas sim pela igualdade.

 

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