Edição 582 de 20/10/2017

Bom senso em salas de aulas

Muito tem se discutido sobre a influência dos professores junto aos alunos. Uns afirmam que dentro de uma sala de aula professores estariam se aproveitando da oportunidade para exagerar nas posições políticas, religiosas, etc, tentando incutir nos alunos seus próprios pontos de vista. Outros, principalmente professores e escolas, afirmam que proibir ou inibir essas coisas transformariam as salas de aula em mordaças, sem discussões, sem divergências de opiniões, sem poder mostrar outras fronteiras.

O tema é amplo, e o que nunca poderá faltar é o bom senso. Por exemplo, opiniões políticas do professor, são do professor, situação política do Brasil, diz respeito a todos nós.

Quem encabeça esta discussão é uma associação chamada "Escola sem Partido".

No site, https://www.programaescolasempartido.org/, temos as seguintes explicações:

"O "Escola sem Partido" é uma referência a coisas distintas. Primeiro, há o movimento "Escola sem Partido", um grupo que diz representar pais e professores. No site oficial, o movimento diz se preocupar "com o grau de contaminação político-ideológica das escolas brasileiras", e afirma que "um exército organizado de militantes travestidos de professores prevalece-se da liberdade de cátedra e da cortina de segredo das salas de aula para impingir-lhes a sua própria visão de mundo".

O movimento mantém uma página na internet na qual coleta "depoimentos de estudantes que tiveram ou ainda têm de aturar a militância político-partidária ou ideológica de seus professores", e afirma que decidiu publicar esses textos porque sempre esbarrou "na dificuldade de provar os fatos e na incontornável recusa de nossos educadores e empresários do ensino em admitir a existência do problema". O site também endossa blogs que analisam o conteúdo de alguns livros didáticos e dá suporte para pessoas interessadas em acionar a Justiça contra atitudes de professores em sala de aula."

Cartaz

Eles solicitam que seja colocado um cartaz em todas as salas de aulas com os seguintes dizeres:

DEVERES DO PROFESSOR

1. O professor não se aproveitará da audiência cativa dos alunos, para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias.

2. O professor não favorecerá nem prejudicará ou constrangerá os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas.

3. O professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas.

4. Ao tratar de questões políticas, socioculturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito da matéria.

5. O professor respeitará o direito dos pais dos alunos a que seus filhos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.

6. O professor não permitirá que os direitos assegurados nos itens anteriores sejam violados pela ação de estudantes e terceiros dentro da sala de aula.

A discussão é ampla e salutar e deve servir para que haja um aperfeiçoamento no relacionamento entre escolas e alunos. Se o bom senso prevalecer, todos ganharão e ninguém se sentirá subjugado ou usado. O que os pais, realmente querem, são filhos que tenham suas próprias verdades e opiniões sobre a nossa realidade.

 

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