Historiador resgata memória do primeiro técnico e capitão da Seleção

Nascido em São Manuel, Rubens Salles comandou a Seleção Brasileira em 1914 e ainda fez o gol do primeiro título da seleção canarinho, contra a Argentina, em Buenos Aires

 Você consegue imaginar Tite dando carrinhos em campo ao mesmo tempo em que comanda os jogadores da Seleção Brasileira? Ou Miranda do lado de fora, dando gritos e instruções? Pois houve um tempo em que a mesma pessoa acumulava as duas funções, de técnico e capitão do time. E o primeiro a fazer isso com as cores do Brasil está tendo sua memória resgatada por familiares e historiadores no interior paulista. 

Trata-se de Rubens de Moraes Salles, ou apenas Rubens Salles, que comandou o Brasil em seus primeiros jogos, em 1914 – e, de quebra, marcou o gol do primeiro título da Seleção, a Copa Rocca, disputada contra a Argentina.

Nascido em São Manuel, no interior paulista, a cerca de 270 km da capital, ele apareceu para o futebol no tradicional Paulistano, e alguns parentes só conheceram a ligação da família com a Seleção meses atrás, quando o pesquisador e historiador Eduardo Delamônica relacionou o nome do filho de um dos fazendeiros fundadores da cidade com o do jogador e compartilhou a história nas redes sociais.

Sobrinho-neto de Rubens, José Moraes Salles Neto contou ao GloboEsporte.com que ouvia histórias quando criança sobre ele ser jogador de futebol, que tinha sido técnico do São Paulo, mas só soube que seu tio-avô seria o primeiro técnico e capitão da seleção há aproximadamente dois meses, pela internet.

– Achei interessante, compartilhei a história, mas nós da família ainda temos poucas informações – admite.

Segundo histórias de familiares, Rubens deixou apenas uma filha, que não teve filhos. Helena Salles foi nadadora e, seguindo o exemplo do pai, defendeu o Brasil nos Jogos Olímpicos de 1936. Ela foi uma das cinco mulheres entre os 62 atletas da delegação brasileira daquele ano.

Primórdios

Em 1914, quando foi convocada a primeira seleção brasileira de futebol pela Federação Brasileira de Sports, antecessora da CBF, o são-manuelense recebeu a tarja de capitão do time. Como técnico, teve a parceria de Sylvio Lagreca no primeiro jogo do Brasil: vitória por 2 a 0 sobre o Exeter City, clube inglês que excursionava pelo país.

 A parceria foi repetida no amistoso seguinte, em 20 de setembro, contra a Argentina, mas o Brasil perdeu por 3 a 0. Uma semana depois, as duas seleções voltaram a se enfrentar, agora valendo taça, e os brasileiros levaram a melhor: Rubens Salles marcou o único gol da partida que deu a Seleção sua primeira taça.

Rubens tinha 23 anos, mas era um veterano: jogava no time principal do Paulistano desde 1906. Não era atacante, mas se tornou o artilheiro do Campeonato Paulista com 10 gols, em 1910, e faturou seis títulos estaduais: 1908, 1913, 1916, 1917, 1918, e 1919 -– até hoje, o Paulistano é o único tetracampeão paulista. Rubens deixou a carreira de jogador aos 29 anos e, 10 anos depois, se tornou técnico do São Paulo da Floresta, time que, em 1935, se tornaria o São Paulo Futebol Clube. 

Tradição

Seu pai, Otávio de Moraes Salles, havia participado da construção da cidade, foi fundada em 1870.  A fazenda Salles, grande produtora de café, ainda existe, mas não pertence mais à família. Eduardo Delamônica mantém a pesquisa e pretende escrever uma biografia do atleta – até agora, conseguiu informações de jornais da época e de publicações reproduzidas na internet..

– Ele foi protagonista do nome da cidade. A vida dele tem um histórico tremendo pra cidade. Não estamos falando de descoberta, mas da recolocação de um grande no lugar em que ele deveria estar.

Fonte: Portal G1



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