Edição 606 de 16/11/2018

Camilo Solano entre os finalistas do Prêmio Jabuti 2018

Prêmio, que neste ano chegou a sua 60ª edição, é o mais importante da literatura brasileira

O são-manuelense Camilo Solano, famoso por suas Histórias em Quadrinhos, concorreu  com o livro Semilunar, da 60ª edição do Prêmio Jabuti, o mais importante prêmio da literatura brasileira, ficando entre os 10 finalistas da categoria história em quadrinhos. 

 O anúncio foi feito no mês de outubro pela Câmara Brasileiro do Livro (CBL). 

O Jabuti foi idealizado em 1959, por Edgard Cavalheiro que presidia a Câmara Brasileira do Livro. A categoria História em Quadrinho só começou a fezer parte da premiação em 2017. Apesar das críticas de especialistas, o segmento passou a ter visibilidade na premiação após um abaixo-assinado que reuniu mais de duas mil assinaturas de profissionais e fãs dos cartoons. Entre os idealizadores do manifesto  destaque para os quadrinistas Wagner Willian, Ramon Vitral e Érico Assis, Laerte Coutinho, Marcelo D’Salete e Rafael Coutinho.

Em sua 60ª edição, completada este ano, o Prêmio Jabuti anunciou diversas mudanças voltadas ao leitor e ao mercado. Entre as novidades estão: a reorganização das categorias em quatro eixos: Literatura, Ensaios, Livro e Inovação; a criação da categoria Formação de Novos Leitores, dedicada a ações de incentivo a leitura; as inscrições com preços mais acessíveis para autores independentes; e a premiação dos primeiros classificados de cada categoria, que receberão R$ 5 mil cada.

As categorias do Jabuti estão divididas em quatro eixos:

• Eixo Literatura: Romance, Poesia, Conto, Crônica, Infantil e Juvenil, Tradução e HQ.

• Eixo Ensaios: Biografia, Humanidades, Ciências, Artes e Economia Criativa.

• Eixo Livro: Projeto Gráfico, Capa, Ilustração e Impressão.

• Eixo Inovação: Formação de novos leitores e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.

O Prêmio Jabuti 2018 foi entregue na quinta-feira, 8, no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. A premiação passou por uma reformulação, agora tem 18 categorias (eram 29 no ano passado), e premiou apenas o primeiro colocado de cada uma delas. O vencedor do Livro do Ano recebeu R$100 mil – o vencedor de cada categoria recebeu R$ 5 mil (eram R$3,5 mil em 2017).

O são-manuelense Camilo Solano, famoso por suas Histórias em Quadrinhos, concorreu com o livro Semilunar, da 60ª edição do Prêmio Jabuti, o mais importante prêmio da literatura brasileira, ficando entre os 10 finalistas da categoria História em Quadrinhos. Mas o vencedor foi Angola Janga nessa categoria, mas São Manuel parabeniza Camilo Solano por levar o nome de nossa cidade à um prêmio tão significativo na Literatura Brasileira.

“Angola Janga ganhou o prêmio Jabuti de quadrinhos. Parabéns para cada um dos amigos indicados na categoria quadrinhos, são todos artistas que merecem serem lidos: José Aguiar, Walmir Orlandeli Andre Toral, Rafael Coutinho, Lorena Kaz, Wagner Willian, Gustavo Ravaglio, Camilo Solano. Parabéns aos malungos nas outras categorias também. Em especial o Allan da Rosa, quem acompanhou muito este processo todo. Pelos nossos quilombos de ontem e de hoje. Por uma escola viva e combativa especialmente contra os capitães do mato (e do capital) e seus recrutas”, comentou Camilo Solano, em sua página do facebook.

CAMILO SOLANO E SEMILUNAR

O escritor Camilo Solano já tem outros títulos publicados, Desenganos e Solzinho. Junto com seu irmão Aldo Solano lançaram a História em Quadrinhos, Badida.

Semilunar conta a história de Maria, uma menina que sofre de disfemia, a popular gagueira. Porém consegue domar essa condição cantando e recitando poesias. A ideia vem de sua mãe, uma grande cantora que nunca conseguiu decolar. A música é tudo para Maria, mas a vida é muito difícil para uma adolescente que quer viver de música e tem uma condição tão difícil de lidar, além da mãe que projeta na filha todos os seus desejos e frustrações. Esse é o ponto de partida de Semilunar, uma narrativa dramática contemporânea assinada por Camilo Solano que foca na condição humana e nas dificuldades da vida. Com dois anos de desenvolvimento, Solano inovou na sua abordagem artística, mesclando diferentes formas de finalização e colorização para marcar a diferentes passagens da história. O resultado é uma obra bem acabada sobre Maria e sua luta para se tornar uma musicista.

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