Edição 599 de 13/07/2018

Saiba como evitar que as baixas temperaturas e ar seco agridam sua pele

O inverno é uma das estações que mais afetam a pele. Saiba os cuidados principais para manter à saúde e boa aparência.

Com a chegada do inverno, a combinação da queda na temperatura com a baixa umidade do ar predispõe ao aparecimento de mudanças na pele. Responsável pela proteção química e física do corpo, quando a pele fica ressecada e desidratada as funções podem ficar comprometidas. Segundo a médica dermatologista Teresa Noviello, as baixas temperaturas e o clima mais seco levam a diminuição da oleosidade da pele e da sudorese, isso provoca ressecamento e pode deixar a pele sem viço.

“Vários fatores influenciam no surgimento das lesões na pele nesta época do ano. Com o clima seco e o frio intenso, perdemos com maior facilidade a umidade natural do corpo.  Além disso, banhos quentes também são frequentes, estes aumentam o ressecamento e desidratam a pele prejudicando a função de barreira que ela exerce”, explica Teresa. Para ela, outra questão afetada pelas baixas temperaturas é a hidratação interna do corpo. Com a diminuição do consumo diário de água, característico dessas estações, a hidratação natural da pele também fica prejudicada. 

Alguns problemas da pele ficam mais suscetível a surgir neste período do ano. Dermatite seborreica ou atópica são exemplos mais comuns. Esses tipos de dermatites são caracterizados por formarem inflamações na pele que causam principalmente descamação, vermelhidão, erupções e crostas. Elas podem aparecer por uma série de motivos, sendo que baixas temperatura e umidade são os elos comuns. Outro problema, muito mais comum, nesta época do ano é a xerose cutânea. Também conhecida como ressecamento da pele, a xerose nada mais é do que a pele seca e é causada pela falta de água na pele. “A integridade natural da pele é de suma importância para proteger o corpo do frio, da penetração das bactérias, fungos, vírus e poluentes do ar e do contato com a poeira, mofo e fibras de tecidos”, alerta Teresa.

A médica dermatologista explica que, apesar dos cuidados serem para o corpo como um todo, as áreas mais expostas, como rosto, lábios, pescoço, braços, pernas, mãos e pés, merecem maiores cuidados por serem mais afetadas. “A hidratação rigorosa da pele é a principal recomendação. É preciso manter a ingestão de água em dia, cerca de um 1,5l ou 2l por dia; aderir, para quem não tem costume de usar, ou dobrar o uso de hidratantes corporais; evitar banhos extremamente quentes e duradouros; usar protetor solar, mesmo com o sol aparentando estar mais fraco. Protetor solar é imprescindível para a defesa da pele à radiação ultravioleta; e basear a alimentação em uma dieta saudável, com legumes, verduras e frutas. Uma dica valiosa é ingerir alimentos ricos em água, como melancia, morango, pera, tomate e pepino”, pontua Teresa.

A profissional conta que esta época do ano, mais fria, é ideal para a realização de alguns procedimentos estéticos, como peelings químicos, luz pulsada, laser e indução percutânea de colágeno através do microagulhamento, já que possuem como recomendação principal a não exposição ao sol. Tratamentos à base de ácidos retinóicos, glicólico e retinol no tratamento de rugas, manchas e rejuvenescimento facial intercalando com cremes hidratantes contendo aquaporine, vitaminas C e E e ácido hialurônico, utilizados para manter o viço e a elasticidade da pele, precisam evitar, também, a luz solar para terem os resultados satisfatórios e nenhum problema mais grave. “Todos os tratamentos devem passar previamente pela avaliação de um dermatologista para a indicação do procedimento e dos cuidados mais adequados para cada tipo de pele”, alerta.

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