Edição 597_revista de 15/06/2018

São Manuel está sobre uma das maiores reservas de água do mundo

Aquífero Guarani  abrange partes dos territórios do Uruguai, Argentina, Paraguai e, principalmente, Brasil.

Todo o território são-manuelense está sobre a segunda maior reserva de água doce do mundo em volume, o Aquífero Guarani.

O Aquífero é uma formação geológica subterrânea com muita areia e pouca argila, características que facilitam a absorção das águas das chuvas, confinadas em rochas a centenas de metros de profundidade.

Este tipo de reserva natural é uma importante fonte de abastecimento da população, para o desenvolvimento das atividades econômicas e do lazer.

De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o município de São Manuel e as cidades de Pardinho, Conchas, Botucatu, Torre de Pedra, Bofete e Itatinga, possuem quase metade de suas áreas no afloramento do Aquífero Guarani, territórios onde as águas minam até a superfície e passam a correr junto a rios.

A região do afloramento do aquífero é atravessada pelos rios Tietê, Piracicaba, Mogi-Guaçu, Pardo e Paranapanema, entre outros de menor caudal, como o rio do Peixe e o rio São José dos Dourados.

Localizado sob o Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, o reservatório é conhecido internacionalmente por ter a maior extensão territorial do planeta, possuindo cerca de 1,2 milhões de km².

A maior parte de sua extensão está localizada em território brasileiro, cerca de 840 mil km². Dois terços de sua área total que estão distribuídos entre os estados de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

Apesar de ser o mais extenso, não é o mais volumoso, isso por causa de sua formação, que tem poços com mais de mil metros de profundidade e locais com quase zero. O Guarani possui um volume de 45 mil km³ de água, pouco mais da metade do Aquífero Alter do Chão, localizado sob os estados do Pará, Amapá e Amazonas, o maior do mundo em quantidade de água, que possui cerca de 85 mil km³, além de também ter uma média maior na profundidade.

O Aquífero Guarani, denominação do geólogo uruguaio Danilo Anton em memória do povo indígena da região, tem uma área de recarga de 150 mil km² e é constituído pelos sedimentos arenosos da Formação Pirambóia na Base (Formação Buena Vista na Argentina e Uruguai) e arenitos Botucatu no topo (Missiones no Paraguai, Tacuarembó no Uruguai e na Argentina).

As águas em geral são de boa qualidade para o abastecimento público e outros usos, sendo que em sua porção confinada, os poços têm cerca de 1.500 m de profundidade e podem produzir vazões superiores a 700 m³/h.

No Estado de São Paulo, o Guarani é explorado por mais de 1000 poços e ocorre numa faixa no sentido sudoeste-nordeste. Sua área de recarga ocupa cerca de 17.000 Km² onde se encontra a maior parte dos poços. Esta área é a mais vulnerável e deve ser objeto de programas de planejamento e gestão ambiental permanentes para se evitar a contaminação da água subterrânea e sobrexplotação do aquífero com o consequente rebaixamento do lençol freático e o impacto nos corpos d’água superficiais.

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