Por Benne Bassetto motivacao@odebateregional.com.br

Edição 594 de 20/04/2018

PARÁBOLA: DEIXE A RAIVA SECAR

Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Júlia, sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar. Mariana não podia, porque ia sair com sua mãe naquela manhã. Júlia, então, pediu à coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.

Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.

Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou:

- Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei-lhe o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda o deixou jogado no chão.

Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia, pedir-lhe explicações. Mas a mamãe, com muito carinho, ponderou:

- Filhinha, lembra-se daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando jogou lama em sua roupa? Ao chegar a casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você se lembra do que a vovó disse?

- Ela disse que era para eu deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar.

- Pois é, minha filha! Com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo.

Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu ir ver televisão na sala.

Logo depois alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:

- Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo, e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe, ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa.

- Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou. E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.

Reflexão: Guardar raiva é como segurar um carvão em brasa com a intenção de atirá-lo em alguém; é você que se queima.

Retirado do livro “As mais belas parábolas de todos os tempos”

Parábolas são breves narrativas, às vezes dramáticas, às vezes cômicas, que possuem um contexto moral explícito ou implícito e que, além de nos apresentar um pouco da cultura de um novo povo, nos ajudam a decidir questões morais de nosso dia a dia. As mais belas parábolas de todos os tempos vol. I, II e III reúnem diversas parábolas sendo elas do Oriente e Ocidente, antigas ou atuais de diferentes estilos e contextos. As narrativas encontradas nos três volumes podem ser usadas como elemento didático para a sala de aula, em palestras ou no dia a dia.

Abraços e sucesso!!!

Bene Bassetto

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