Por Edilaine Rodrigues de Góis Tedeschi direitoemdebate@odebateregional.com.br

Edição 603 de 14/09/2018

FAKE NEWS- TRATAMENTO JURÍDICO

Diz o ditado popular que política, futebol e religião não se discutem. Essa regrinha vale para um almoço em família ou para um encontro com amigos, pois os ânimos se exaltam e o que era amizade e cordialidade vira ódio, desrespeito e inimizade.

A discussão, com bom senso, deve existir. Não há avanço, não há mudanças, não há crescimento sem discussão.

Mas o que não pode ocorrer é o ódio, a violência, a agressão, para que a verdade de cada um prevaleça.

Afinal de contas, o que seria do azul se todo mundo gostasse só do branco ou só do amarelo?

O artista e comediante Leandro Hassum escreveu em suas redes sociais: “O problema não é ser Bolsonaro, Lula, Alckmin, Marina, Bozo, Power Ranger ou o que seja. O problema é você ser chato”. E a chatice surge exatamente quando se quer que a verdade de cada um seja a verdade do mundo.

Assim também é na política: devemos aceitar que novas possibilidades sejam mostradas, novas informações, novos aprendizados, tudo isso deve fazer parte das discussões, mas infelizmente, temos acompanhado já há algum tempo e este ano com mais ênfase, a polarização quase bipartidária nas eleições e que tem incitado discursos de ódio e intolerância de ambos os lados. É como se, de um lado, tivéssemos um grupo preocupado com valores nacionalistas e conservadores, protagonizados por uma “elite econômica e intelectual” e, do outro lado, um grupo que se filia à condição de revolucionário, de subversivo ao status quo das populações economicamente abastadas que se nutrem da opressão.

O que vemos é que os ideais, de ambos os lados, não caminham para um bem comum, que seja um país com melhores condições de saúde e educação para todos, por exemplo, mas para quem vai ganhar no grito.

Enquanto não houver uma volta ao pensamento de um bem-estar universal e de uma oposição de ideias construtivas, voltaremos a época em que quem detinha mais voz, ganhava. 

Nas redes sociais não é diferente, o verdadeiro intuito nas discussões, independente dos argumentos, é fazer com que o outro desista da discussão primeiro. 

Quanto ao atentado sofrido pelo candidato Jair Bolsonaro em Minas Gerais, lembramos que o ódio gera ódio. Mas isso não explica e nem justifica o atentado e a violência.

Um ataque a quem quer que seja é sempre algo abominável.

Para que o ciclo se complete, para que todo o pleito seja legítimo, não somente na parte jurídica, mas também de história, todos devem concorrer em igualdade de direitos. Torcemos para que o ódio e polarização não interfiram no progresso do Brasil e de nosso povo.

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